Quem é você?
Você não é o seu nome. Você não é a sua aparência. Você não é as roupas que você veste, as pessoas com quem você anda, o celular que você possui.
Talvez você não seja ninguém. Talvez ninguém se importe. Talvez ninguém queira saber sobre o que se passa em sua mente conturbada e fora do eixo. Talvez ninguém saiba que você existe. E, talvez, mas somente talvez, uma pessoa aparecerá como uma luz no fim do túnel, e te estenderá a mão.
E aí, talvez, você deixará de ser ninguém, e poderá ser alguém. Ainda assim, alguém que luta diariamente consigo mesmo, com os seus medos, inseguranças, temores e pesadelos. Alguém que quer chorar, esbravejar, gritar e libertar todos os demônios, mas sequer sabe quais são realmente esses demônios.
E assim somos. Não sabemos quem somos, já que somos uma mistura indescritível de sentimentos impossíveis de serem racionalizados. Não sabemos quem somos, pois não sabemos se somos pessoas boas ou ruins. Não sabemos quem somos, pois a confusão existencial pertence apenas a nós mesmos.
Ao mesmo tempo, somos tudo e nada. Ao mesmo tempo, estamos no céu e no inferno. Ao mesmo tempo, sorrimos e choramos. Ao mesmo tempo, somos apenas mais um em meio a uma coleção de "ninguéns", clamando por ajuda.
O que é você?
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