“Finalmente, estou no controle da minha própria vida. Depois
de muitos e muitos anos, me vi tomando as rédeas da minha existência, e tendo
em minhas mãos as minhas decisões, meus pensamentos e, por último, mas não
menos importante, minha felicidade. Percebi que estava sorrindo mais, me
satisfazendo mais, e com prioridades e objetivos que me deixavam em paz comigo
mesmo.
Entretanto, o meu sorriso ainda esconde um fantasma por
trás. Um provável fantasma existencial, constitucional, que permanecerá ali por toda a minha vida.”
O pensamento supracitado permeou minha mente inquieta por
meses; poderia, inclusive, dizer que foram anos. Não me incomodava, até que
parei e racionalizei que todo sorriso deve ser sincero, e seu objetivo é ser um reflexo de
uma alma pura, tenra e verdadeiramente... feliz. O que me fez perder noites de
sono, portanto, diz respeito a um simples fato: eu estava bem comigo mesmo, mas não estava plenamente satisfeito.
Parei, pensei, entrei em batalha com o meu subconsciente e
tentei achar algo que pudesse me fazer mudar. Reestabeleci prioridades, tracei novas metas e construí novos pensamentos. Percebi que a minha vida pouco estava sob o meu controle. Que os sorrisos existiam para tentar mostrar falsamente
aos outros que eu estava feliz, e não demonstravam o que eu realmente sentia;
funcionavam como uma tentativa desesperada de afastar os meus demônios
interiores. Que eu não devo aceitar as falhas da minha própria vida, e que por
mais que doa, a mudança deve ser feita. E deve partir única e exclusivamente de mim.
Que eu estava mentindo para mim mesmo.
E, de repente, me vejo dando um sorriso. O sorriso mais
verdadeiro que me permiti esboçar em anos de existência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário