Gostaria de convidá-lo para debater algumas ideias e pensar
um pouco sobre o assunto que estou a lhe dizer. Sente-se! Puxe essa cadeira,
acomode-se e preste atenção. Prometo que tentarei ser sucinto e eficiente
(mesmo porque sou preguiçoso para escrever demais...).
Bom, vamos lá. Você já parou para pensar no que se baseiam
as escolhas da sua vida? Quais são os pontos que você leva em consideração para tomar uma decisão? Desde coisas simples, como decidir entre comprar um shampoo
Seda ou Tresemmè, até coisas mais complexas que vão mudar toda a sua vida, como
escolher entre engenharia elétrica e de energia. O que norteia, de modo geral,
a sua escolha?
Tudo bem, até aqui não há nada de extraordinário. Existem
vários fatores que influenciam na escolha, seja aptidão para a profissão,
custo/benefício, etc. Vamos, agora, para um plano mais... étereo nessa discussão. Pense comigo: será que a decisão que você
acabou de tomar estava escrita,
predestinada, predefinida, ou foi você mesmo quem tomou as rédeas da
situação e acabou de escrever do zero uma
nova página da sua vida?
Percebamos, agora, a reflexão acima por outras palavras.
Será que essa escolha realizada foi obra... do destino? Vamos considerar que seja. A partir disso, o que vemos é
que não temos mais controle sobre nossa
própria vida. Não importa o que façamos, todos os caminhos convergirão para o destino. Neste aspecto, todas
as escolhas já foram predestinadas; cabe a nós, apenas, entender o porquê dessa
decisão. E aí, somos seres impotentes perante nós mesmos, e não há nada que possamos
fazer para que contornemos tal situação.
E, evidentemente, não serei eu que responderei tal questão.
Apenas é angustiante pensar que, se tal conceito realmente existe e é aplicado
ao mundo da vivência humana, nem mesmo nós possuímos as rédeas da nossa própria
vida. O nosso futuro está traçado, a nossa vida está delineada, e estamos aqui
em prol de um propósito que, apesar de já escrito, não temos a menor ideia do
que ele pode ser.
O destino nada mais é
do que uma fatalidade. E, ao que tudo indica, todas as pessoas e coisas do
mundo estão sujeitas, passivamente, a ela.
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