Devemos mentir mais. Por que nos
prender tanto ao que é aceito em termos de moral e ética? Sinceridade e
verdade, o tempo todo, não tá com nada. Uma mentirinha ali e outra acolá deixa
o mundo mais... bonito! Uma mentira é uma adrenalina, uma aventura, uma
epopeia.
Devemos adquirir mais cultura inútil. Qual é o problema em vermos filmes sanguinolentos, ouvirmos músicas "de baixo grau intelectual" ("funk e axé", em tradução livre), de lermos livros de autoajuda, de assistirmos Big Brother? Uma cultura inútil pode ser bastante útil, nem que seja para falarmos mal.
Devemos chutar o balde com mais frequência, nos libertar das amarras sociais que nos prendem a uma eterna sobriedade existencial, nos soltar da realidade por um tempo. Devemos, também, filosofar menos e ser mais diretos: "tem que tacar o foda-se!".
Devemos ser mais mal-educados.
Afinal, é um instinto de sociedade (eis o politicamente correto assombrando a
todos nós!) que te faz ser educado com aquele ser digno de tomar uma escarrada
na cara e remoer a vontade de querer chutá-lo dali, ao invés de agir por
instinto, encher a boca e proferir as seguintes palavras: “vai se fuder, seu
filho da puta!”.
E, por fim, devemos aprender a
não seguir à risca os conselhos de outrem. Ou você deseja se tornar um pária
social?
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