E aí, como quem não quer nada, a felicidade aparece. Ainda não sei bem explicar o porquê, mas ela veio, em forma de paz de espírito, de plenitude, de tranquilidade. Como um sopro, resultante de três ou quatro atitudes visualmente sem significado, advindo de uma virtude velada, que doeu para aparecer, mas veio à tona de uma maneira sutil e incrivelmente reveladora. Como um medo superado, que foi posto à prova de uma forma cruel e excruciante. Como um sorriso a mim direcionado, cujo sentimento foi transmitido pelo olhar.
Quem diria. Um dia, julguei estar no fundo do poço, e não achava que veria a luz tão cedo. No outro, estou resgatado, e retorno, mais forte do que nunca. Sorrio, de alegria e satisfação. Me seguro, pois toda essa felicidade se esforça para escorrer pelos meus olhos, que ficam marejados em momentos... inconvenientes. Por fim, me sinto completo. Aprendi que não há necessidade de esconder o que se passa em minha mente, e que não há medo que possa me impedir de crescer como ser humano. Aprendi que, mesmo em meio a todo o caos existencial que em mim persiste, há um lampejo de tranquilidade e paz.
Aprendi que a felicidade é um estado de espírito. E que pode ser permanente.
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