13.4.17

Existencial.

Desabo.

Desabo de joelhos no chão e, sem motivo aparente, lágrimas teimam em escorrer pelos meus olhos. A sensação é como se um peso infindável que esmagava as minhas costas tivesse magicamente desaparecido. Como se, por um segundo, apenas durante esse segundo, todas as preocupações presentes em minha vida deixassem de existir.

Choro, e ao mesmo tempo, sorrio. Um sorriso bobo, espasmódico, assimétrico e quase que imperceptível. Mas que, ainda assim, traduz a tranquilidade da minha alma naquele momento. Minha existência, durante um piscar de olhos, deixou de estar em crise, e acabei me deixando levar pela mais plena sensação de bem estar que senti ao longo de anos. Uma sensação ímpar, irretocável, singular.

Me levanto. Percebo que, durante o período em que estive de joelhos, roguei para que aquele momento de lucidez existencial e serenidade se prolongasse por anos a fio. Que se tornasse uma constante. Que a vida deixasse de ser uma senoide de emoções, e se transformasse numa eterna... paz. 

Que a vida se tornasse prazerosa de ser vivida.

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