"Ando por aí, querendo me encontrar." Se isso já não é trecho de música, pelo menos parece ser. Mas esta frase, curta porém grossa, termina por ser bastante marcante. É um mal do ser humano não saber quem ele mesmo é, o que faz com que ele se sinta impelido a descobrir a sua essência e a desvendar sua existência. Perguntas clássicas, como o "de onde viemos", "para onde vamos" e "o que vou fazer da vida quando a internet estiver lenta" norteiam o imaginário humano, mas você não pensa nelas até o momento em que você se sinta debilitado emocionalmente (por algum aspecto qualquer). E sabe o que é pior? É uma busca sem fim, por respostas a perguntas (aparentemente) sem respostas.
Mas enfim, não são nestas perguntas em que se baseia o meu pensamento de hoje. É na busca incessante pelas suas respostas. Muitos dizem que sua existência é incompleta. Outros juram de pé junto que estão felizes da forma que estão. Terceiros não sabem sequer o que pensar sobre tais perguntas. Mas o ponto é que todos vivem para procurar quem realmente são, seja isso de forma consciente ou não.
Há quem viaje para a Austrália e tentar se encontrar no contato com os cangurus. Há quem faça trabalho voluntário para tentar achar sua essência no prazer de ajudar os outros. Há quem procure, em um relacionamento, se achar na outra pessoa. Há quem não viva com o objetivo direto de se encontrar, mas viva para simplesmente viver (e porque não também se encontrar?). Há, ainda, quem não consiga encontrar uma razão para viver e simplesmente desiste de viver, desistência essa que pode tomar quaisquer rumos. Em suma: cada um procura se encontrar de uma maneira em particular.
Mas talvez a resposta esteja dentro de nós. Ninguém sabe mais do que acontece conosco do que nós mesmos. O que precisamos é criar maturidade,pensar sobre a vida, e entender que a resposta sobre a nossa existência ... sempre esteve conosco.
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