Não ousaria falar que descobri o motivo de eu estar vivo. Entretanto, desvendei um objetivo de vida, que provavelmente não será o único, e ele guiará meus passos e decisões a partir de então. Eu sempre soube, em termos abstratos, que esse objetivo era relacionado ao meu vazio existencial. Porém, eu nem sequer acreditava na existência desse vazio. Nunca compreendi sua razão de ser. Sempre achei que, por mais que eu o aceitasse, nunca seria capaz de driblá-lo. Mas eu entendi que sim, eu posso. Definitivamente eu posso.
Vamos lá. Está estampado na sua cara, você é um pequeno grão de poeira cósmica. Para o universo, você não é absolutamente nada. Você é insignificante, impotente, um lixo. Sua existência não faz a menor importância para o mundo. Então, por que vivemos? Se somos totalmente descartáveis , por que ainda insistimos em estar vivos aqui, nesse mundo de caos e desconexão? Para driblar essa pergunta, que teima em nos deixar num hiato existencial em sua máxima magnitude, temos que pensar em um objetivo, um destino, um motivo para viver.
Já pensou que a sua importância para o mundo não tem importância? Trocando em miúdos, por que você faz questão de tentar fazer a diferença para o mundo, se você sabe que ele irá te rejeitar de qualquer forma? Portanto, pensar na sua significância frente a um grupo seleto de pessoas é importante. E para estas pessoas, você realmente deve fazer a diferença. Para este grupo, você não é descartável. Você é um pilar, um firmamento dele. E sem você, ninguém consegue se sustentar.
Já pensou que um simples aglomerado de amigos ou colegas podem compor esse tal grupo seleto? Já pensou que a família pode ser esse grupo? Se não, pense na importância que você tem dentro deles. Será que você é insignificante ali? Será que eles conseguem viver sem você? Será que a sua presença é requisitada ?
Viva por eles. Faça-os ter orgulho de ter você como membro do grupo. E faça disso um objetivo de vida.
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