9.1.13

Metáforas.

Vivo rodeado de fantasmas. E até gosto deles. Olho pro lado e apenas vejo fantasmas, com suas propriedades ectoplásmicas, etéreas, que fogem a esse plano espiritual. Contra alguns eu consigo lutar, com uns nem ouso me meter, com outros eu prefiro manter um certo vínculo. Compreendo, no final das contas, a importância deles para minha essência .


Fantasmas entraram, fantasmas saíram. Os inúteis deixaram de me rodear, e dei a chance para novos integrarem o círculo fantasmagórico. Alguns perduraram. Percebi que estes eram capazes de fazer a diferença.

E então eu olho pra trás. Vejo que alguns fantasmas me deixaram marcas. Vejo que cada um deles preencheu uma lacuna, cada um deles foi capaz de construir a minha forma de pensar e ver o mundo, cada um deles foi parte indispensável da minha essência humana.

Resolvo, por um acaso, olhar para a frente. Percebo novos fantasmas, totalmente diferentes dos quais com quem estou acostumado. Talvez os paradigmas mudem. Talvez os atuais fantasmas se tornem antiquados, mas, de forma alguma, serão ignorados.

Sou um amontoado de fantasmas. Fantasmas que nascem, crescem, se reproduzem, e dão lugar para outros fantasmas. Fantasmas diferentes entre si , mas que , ao mesmo tempo, se completam. Fantasmas que não podem ser compreendidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário