17.1.13

Fugacidade.

Cheguei no fim da linha. No momento, me sinto no escuro, olhando pros lados e não enxergando um palmo sequer à frente do meu nariz. Nenhum apoio, nenhuma luz, nenhuma pontoação de esperança. Visivelmente, tudo parece conspirar contra mim.

Apesar de tudo, sei que isso é apenas uma sensação passageira. Eu sei que estou bem.  Tenho total e plena consciência de que estou no caminho correto. Meus pensamentos fugiram ao meu controle, mas racionalizá-los não será um problema. Preciso apenas de tempo. Tempo, precioso tempo, que parece ter prazer em me abandonar. Mas tudo bem. Lidarei com você depois.

Afasto pensamentos ruins. Me livro mentalmente de tudo aquilo que me faz mal. Por isso digo que são apenas sensações, que se esvairão quando eu colocar a cabeça no lugar. Atestarei de que nada disso perdure.

E quando percebi, estava total e completamente confuso. Os pensamentos se entrelaçavam, eu não sabia mais o que pensar, eu não possuía mais nenhum parâmetro, nenhum norte para meus devaneios. E então, me vi chorando. Mas chorando de tanto rir. Ria de a barriga doer. Ria de engolir as orelhas. E me vi numa felicidade absurda. Num lampejo de alegria e satisfação que parecia durar para sempre. Foi um choro sincero, um choro de felicidade, que foi extremamente libertador.

E coloquei em minha mente de que quero esse sentimento para toda a minha vida.

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