28.5.16

Me perco.

Me perco.

Me perco em meio a tantas injustiças no mundo, máscaras sociais imputadas em toda e qualquer pessoa que viva em sociedade, sorrisos falsos escondendo segundas/terceiras/quartas/infinitas intenções, e até mesmo intenções que sequer se disfarçam por meio de um sorriso.  

Me perco.

Me perco em meio a tantos sorrisos frouxos, olhares vagos, sentimentos escassos, palavras ao léu. A tantos caminhos que levam a lugar nenhum, a poços que não levam a fundo nenhum, a pessoas que não acrescentam em nada. A tantas atitudes que se mascaram, sorrisos que se disfarçam, olhares que mentem. A tantas pessoas que não fazem questão, não querem discussão mas não buscam a solução. 

Me perco.

Me perco em meio a tanto sono, coisas para fazer, objetivos para cumprir, pessoas para agradar. A tantos presentes para dar, satisfações a dever, julgamentos a sofrer, mas nada a receber em troca.  A tantas tarefas infindáveis, olhares de repreensão imensuráveis, sensação de impotência e inutilidade persistentes. 

Me perco.

Me perco em mim mesmo. Entretanto, é em mim mesmo que pretendo me achar.

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