Parabéns. Você foi o sortudo (ou o incrivelmente azarado) de descobrir essas palavras no meio do nada. Tive a pachorra de escrevê-la com esse garrancho, entrei nessa biblioteca e coloquei-a no meio de dois livros quaisquer. Se você está a lendo, tenho um conselho... Pare, agora. Abaixo, se seguirão alguns questionamentos existenciais sobre uma pessoa que você sequer conhece. É por sua conta e risco, meu /minha jovem.
A questão é que eu venho esperando pelo meu dia desde sempre. Na verdade, não sei definir o que seria o "meu dia". Às vezes, me olho batalhando muito, lutando por meus objetivos, sonhos e anseios, vivendo em função de encontrar uma razão pra viver... E não chego a nenhum resultado. Sim, eu sei que esses resultados não são imediatos -e muitas vezes sequer aparecem-, mas a sensação que tenho é que tudo isso está sendo em vão. Talvez eu me preocupe muito, me sujeite a determinadas situações, tudo em prol de uma causa maior... E me sinto vazio. Sem resposta, sem ajuda, sem escolha.
E, por mais que a felicidade seja minha prioridade, não dá pra manter um sorriso no rosto durante todo o tempo para tentar me convencer de que estou bem. Não, eu não estou. Não me sinto recompensado pela minha luta, não me sinto confortável em saber que as conquistas podem demorar a vir -e correr o risco de sequer chegarem a existir-. Será que pensar assim me torna um pouco menos robótico e um pouco mais... humano?
Pois é, meu caro... Você foi o escolhido para ler essas palavras. Ridículo? Talvez. Mas entenda isso como um desafio. Você não sabe quem eu sou, mas você sabe como eu penso. Intuitivamente, eu também te conheço. E, se você chegou até aqui, você tem o meu respeito.
E pensar que esse sorriso no rosto não engana mais ninguém, nem mesmo a mim...
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