Sou um caçador de certezas. Deixe-me expressar melhor: procuro algumas verdades em minha vida, sobre as quais desejo (e preciso) me apoiar. Ando por aí e penso em quais aspectos eu fundamento meus pensamentos, achismos, ideologias e ações. E são poucos estes aspectos que são racionalizáveis. De modo geral, não consigo entendê-los por completo; simplesmente os tenho como base. E estas certezas estão escassas. Simplesmente existem ... por existir. Não possuem razão de ser, nem motivo de existir. Elas simplesmente ... são certeiras.
Então, por isso, eu trabalho em cima das incertezas para que, num futuro próximo (de preferência), elas evoluam para uma certeza. Mas não simplesmente uma certeza; quero estar certo de que elas servirão de base para minha ... existência. E a partir disso eu guio meus passos.
"Ah, mas a vida é cheia de incertezas!", todos me dizem o tempo todo. Ok, eu não tenho sequer certeza se irei acordar amanhã. Num estalar de dedos, eu posso pagar língua e mudar todas as minhas opiniões. Num piscar de olhos, eu posso mudar todas as minhas certezas. Mas o que eu não quero é que estas certezas sejam mutadas para incertezas.
E a conclusão que tiro deste texto? Ah, não estou muito certo da mesma...
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