10.2.13

Desconexão.

Ritos. Ritos de passagem. Presentes em toda e qualquer experiência nova do ser humano. Mudanças, adaptações, evoluções... Todas estes aspectos inerentes ao homem são iniciados por ritos de passagem. E é estranho parar para pensar nisso tudo. A cada alteração, seja essa psicológica, mental, física, ou de qualquer outra vertente, somos testados. E estes testes nos fazem chegar nos limites.

Chegar nesses limites não faz com que paremos de ser testados. A cada limite atingido, um novo é criado. Quando achamos que o primeiro lugar do pódio foi alcançado, um novo pódio surge. E, para chegarmos ao topo deste, passamos novamente por uma prova de fogo. E a partir daí a história toda se repete. É um ciclo vicioso. Vicioso não, virtuoso.

Virtuoso porque a aquisição de novos limites constroem um caráter mais forte, suscetível a evoluções e adaptado a mudanças. Virtuoso porque nos tornamos mais experientes, mais entendidos no que diz respeito à vida e à todas as surpresas que ela pode nos trazer. Virtuoso porque é sempre gratificante atingir um novo limite.

E novos limites são desafiadores. É necessário que tenhamos todo o conhecimento adquirido no anterior, e o utilizemos para transformá-lo por completo em sabedoria, que nos ajudará a trilhar este novo caminho.

E quando você achar que o nascer do sol nunca virá, lembre-se que a cada dia que passa, ele estará mais perto de você. Ele é apenas um limite a ser alcançado.

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