Às vezes, eu me pego pensando.
Penso na minha vida. Penso no que fiz, no que faço, no que
farei. Penso nas pessoas que compõem a minha vida. Penso na importância das
mesmas. Penso naquelas que já não fazem mais parte, nas que continuam fazendo e
nas que ainda farão. Ao mesmo tempo, penso na minha importância na vida dos
outros. Penso que já perdi muita gente que não queria perder, e que perderei
muita gente que não quero. Penso que um dia muitas pessoas estarão apenas em
minhas memórias. Penso que, mesmo sem estas pessoas, elas foram importantes para mim. Afinal, cada uma delas constituiu uma peça do quebra-cabeças que me constrói como um ser humano.
Penso na existência. Penso que, ao passo que posso fazer
diferença no meu círculo social, para o universo, eu sou um nada. Não significo
nada, não possuo a menor importância. Penso no porquê de estarmos vivos. Penso
na importância de tudo que já vivemos.
Penso na transitoriedade. Um dia, tudo isso irá acabar.
Penso o que acontecerá quando deixarmos a vida. Penso também que isso não
possui resposta, e que pensar sobre isso não nos leva a lugar nenhum.
Às vezes, penso que é melhor não pensar tanto.
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