11.8.12

Filmes - Quentin Tarantino

Um pouco de cinema, pra sair do âmbito das reflexões. Falemos, portanto, de Tarantino.
Quentin Tarantino, roteirista e diretor. Já assisti quase todos os seus filmes, embora não possua uma ampla filmografia. Se não me engano, são 7 ou 8 títulos sob sua direção/roteiro.
Vou falar sobre cada um dos que eu já vi, em tópicos, para facilitar.

Pulp Fiction (Pulp Fiction - Tempo de Violência): Sensacional. Uma aula de cinema (como todos os outros). A história segue um ritmo nunca visto antes nas telonas : não segue linearidade alguma. O filme começa com uma cena que se repetirá no final, depois uma outra que supostamente não possui coisa alguma relacionada com a anterior, e assim a trama prossegue. Até que, no final, tudo se encaixa como um quebra-cabeça, e a diversão é garantida. Possui muito sangue e humor negro, mas ,na minha opinião, seu mérito está na trilha sonora. Indescritível.

Reservoir Dogs (Cães de Aluguel): A premissa é simples: um assalto mal-sucedido, que culminará em muitos problemas para os ladrões. Ninguém da gangue sabe o nome do seu colega, uma vez que se denominam por "cores" (Mr. Orange, Mr. White, etc.). Também com uma pegada não-linear, é sangue e humor negro do início ao fim. Um dos únicos filmes que me faz rir durante uma cena aonde uma orelha é cortada.Trilha sonora estonteante. Destaque para a discussão da gangue sobre a música Like a Virgin, da Madonna.

Death Proof (À Prova de Morte): Aqui,a ideologia não-linear de Tarantino é desconstruída. A história é toda linear. Entretanto, o filme não perde seu brilho, muito pelo contrário. É diferente ver o diretor arriscando novas táticas de fazer cinema que, por sinal, dão muito certo. O filme gira em torno de um dublê (Stuntman Mike), que assassina garotas supostamente indefesas, sem nenhum motivo aparente. Novamente, o mérito do filme se deve à trilha sonora, que é sensacional. Destaque para a cena do primeiro assassinato. Simplesmente indescritível.

Inglorious Basterds (Inglórios Bastardos): Uma desconstrução explícita dos fatos históricos referentes ao nazismo. Novamente linear, o filme conta a história de dois planos para assassinar os líderes nazistas alemães. Marcado por diálogos extremamente interessantes e cenas de tirar o fôlego, o filme é essencial para quem se interessa por História. Destaque para a primeira cena.

Kill Bill Vol.1 e Vol.2 : Deixei este por último, pois, para mim, é sensacional do início ao fim. Não consigo diferenciar qual dos dois volumes é o melhor, ambos me deixaram extasiado. A premissa é extremamente simples: uma mulher(chamada de A Noiva) busca se vingar do grupo de assassinos que arruinaram seu casamento, massacrando todos os presentes. O volume 1 é mais agitado, com MUITO sangue e pouca conversa. Um ritmo não-linear, que te prende do início ao fim. Já o volume 2 segue uma linearidade,mas retomando diálogos inteligentes, e deixando a carnificina de lado. Apesar de a premissa ser clichê, Tarantino consegue, na segunda parte do filme, revelar uma história mais complexa do que se imaginava, com elementos românticos e sentimentais. Essa parte merece destaques especiais:
Volume 1 - Luta entre A Noiva e Vernita Green; entrada triunfante de Elle Driver assobiando Bernard Herrmann; cena aonde A Noiva bate com a espada na bunda de um membro da Yakuza, logo antes de enfrentar O-Ren Ishii.
Volume 2 - Luta entre A Noiva e Elle Driver, que se complica ao tentar desembainhar a espada; saída triunfante d'A Noiva do caixão; luta final.

Ainda não conferi os outros filmes com roteiro/direção de Tarantino, como Natural Born Killer (Assassinos por Natureza),Jackie Brown e From Dusk Till Dawn (Um Drink no Inferno). Quando eu conseguir assistí-los, posto por aqui.

Quentin Tarantino, mais que um roteirista ou diretor, uma aula de cinema.


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